Curso de capacitação do FHIDRO em Manhuaçu

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Uma equipe do IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas – esteve em Manhuaçu ministrando um curso sobre o FHIDRO – Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais. Cerca de sessenta pessoas participaram da capacitação, que ocorreu na sede do 11º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, durante toda a última terça-feira, 10.

Um dos principais objetivos da exposição foi orientar os participantes sobre os procedimentos de aprovação dos projetos ao FHIDRO. Os profissionais do IGAM visaram informar sobre os problemas mais comuns apresentados nos projetos encaminhados e ainda deram dicas de como elaborar um bom projeto sujeito a ser aprovado na secretaria do Fundo.

 

ENVOLVIDOS

O público alvo do encontro foi membros do CBH – Comitê de Bacia Hidrográfica Águas do Rio Manhuaçu, técnicos e especialistas de entidades públicas e privadas interessados na elaboração de projetos para o FHIDRO. Cerca de setenta pessoas acompanharam a atividades.

A equipe do FHIDRO que ministrou a capacitação foi integrada por Silvio Souza, pedagogo e coordenador de capacitação, Carla Simone Calábria, engenheira florestal e analista de projetos, Andréia Rodrigues Frois, gestora ambiental e coordenadora técnica, e Isabella Figueiredo Lopes da Silva, bióloga e analista de projetos.

Deivid Lucas de Oliveira, analista ambiental da gerência de Meio Ambiente do Sistema FIEMG – Federação das Industrias do Estado do Minas Gerais – esteve presente na abertura do evento e destacou o apoio da entidade a este tipo de treinamento, como contribuição socioambiental nas comunidades onde as industrias filiadas estão inseridas. A presidente do CBH, Isaura Paixão, o comandante do Pelotão de policiamento militar ambiental, tenente Jésus, e o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Manhuaçu, Lino da Costa, deram boas vindas aos presentes e destacaram a importância da ação, no início das atividades.

 

PROTESTOS

“Esta é uma oportunidade para as pessoas interessadas em construir projetos tirarem suas dúvidas e se inteirarem melhor sobre os principais critérios adotados nas análises dos projetos. Para nós é muito bom esse tipo de iniciativa, pois nós almejamos com isso melhorar a qualidade das propostas encaminhadas e agilizar a liberação dos recursos” – comentou Silvio Souza, coordenador da capacitação.

“Como o dinheiro é público o rigor tem que ser muito grande para o financiamento dos projetos. É bom que o FHIDRO tenha tomado esta iniciativa de capacitar as pessoas sobre os procedimentos adotados. Esperamos que em nossa bacia os projetos melhorem e possamos ter inúmeras ações de recuperação dos recursos naturais” – avaliou Aparecida Salles, consultora ambiental, uma das participantes do encontro.

Uma das principais críticas feita pela maioria dos participantes ao FHIDRO foi sobre a exigência de documentação que comprove a regularização da reserva legal da propriedade onde se pretende realizar obras de revitalização dos recursos naturais. Este tem sido o maior obstáculo encontrado pelas pessoas que confeccionam os projetos. Como a legislação que obriga a regularização é recente, muitas propriedades ainda estão se enquadrando nesta determinação. Membros dos comitês de bacias hidrográficas e ambientalistas que pleiteiam recursos do FHIDRO acreditam que esta exigência é um contra-senso, pois as intervenções propostas são de interesse coletivo e em prol da recuperação ou preservação de um bem comum. Muitos concordam que esta medida é um desestímulo às ações benéficas à ecologia e tem inviabilizado muitos projetos e a liberação do dinheiro.

Senisi Rocha

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